O aluno, o professor, o grupo e as escolas iniciáticas

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Quando pensamos em desenvolvimento pessoal, não devemos pensar que isso é algo muito distinto de qualquer desenvolvimento de habilidades humanas. Como quando queremos aprender a tocar um instrumento, aprender uma nova língua ou se tornar um profissional em uma área de atuação. Assim, devemos compreender quais os elementos que fazem parte dessa equação: O aluno, o professo, o grupo, o ambiente e a matéria a ser estudada.

Sobre nós e sobre a vida. 

Se você avaliar honestamente sua vida, irá notar que a quantidade de tempo gasto voltado para nós mesmos e nossa vida interior é insignificante. Porém, para essa avaliação fazer sentido é necessário saber distinguir o que é a vida interior da vida exterior. Caso contrário, alguém facilmente irá confundir suas interações com as incansáveis demandas de seus vários “eus” com a verdadeira vida interior. Essa distinção não é tão simples. Afinal, em nossa formação, escolarização e atividades diárias, quase tudo foi focado em externalidades. Fomos orientados para o conhecimento vindo de fora. Aprendemos a olhar apenas para fora de nós mesmos e a lidar com pessoas, coisas e circunstâncias externas. Mesmo nossas “orações” acabam sendo dirigidas para fora, para um Deus externo. Aprendemos muito pouco sobre voltar para nós mesmos. Por fim, isso acontece apenas brevemente e com longos intervalos.

Você está preparado para o choque ? – Parte 4

Não há muitos mistérios ou segredos para despertar um ser humano adormecido. Ao longo da vida todos adormecemos como parte do processo de crescimento. Acordar é antes de mais nada lembrar de si. E para isso, sabe o que todos nós sempre precisamos? Somente de um bom choque. Mas, por estarmos profundamente adormecidos, um choque não é suficiente. É necessário um longo período de choques contínuos. E esses choques devem vir de fora. Devem vir de fora da nossa psique. Acima de tudo, o ser humano deve ser colocado em condições para receber esses choques. Esses choques podem vir de outra pessoa ou das próprias condições em que a pessoa se submete. Contudo, esses choques devem ser repetidos pelo tempo necessário para despertá-lo.

Amortecedores, imagem e imaginação – Parte 3

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O ser humano está sempre a esquecer de si. No entanto, nosso cérebro não aceita buracos na memória. Assim, tudo que não é lembrado como realmente aconteceu será então imaginado. A imaginação é o maior alimento para os amortecedores psicológicos. Afinal, é mais doce e suave viver a imaginar sua própria fantasia que enfrentar a realidade. Mesmo que essa fantasia seja triste, melancólica e depressiva. Afinal, o que mais fazemos em nossas vidas é manter-se identificados com nossos padrões e complexos. Tudo em nome de um “auto-amor” e uma eterna auto-pena (comiseração, desgosto, martírio, clemência, compadecimento, compaixão, condoimento e condolência por si). Claro, todos nós nos achamos especiais. Até o nosso sofrimento é exclusivo, único e especial. E o que mais amamos acima de tudo é o nosso sofrimento. Contudo, a razão para isso vem por acreditar que tudo que lhe ocorre é sua culpa e responsabilidade.