Vigiai e orai, ou morra como um cão – O estado de Vigília

Não lembramos o que somos. Estamos sempre a esquecer. O passado tem mais importância que o presente. A ausência de lembrança de si, identificação total com o que acontece exteriormente, oposição às pessoas e circunstâncias, imaginação falaciosa e fantástica sobre si são os alimentos a uma colossal vaidade.

Conhecer a estrutura do ser humano é fundamental para o Trabalho

Apesar de soar complexo, devemos acreditar que já temos em nós todas as faculdades e pré programações que nos permitem realizar essa tarefa. A capacidade de aprender sobre si é tão orgânica e instintiva quanto respirar. Isso não significa que é fácil. Sim, exige sacrifícios, dedicação, tempo e esforço. Porém, é inata, possível a qualquer um que dela queira fazer uso.

Quanto mais conseguimos observar toda essa teoria acontecendo em nós mesmos, mais se adquire uma verdadeira compreensão.

Consideração interior e consideração exterior

woman and man sitting on brown wooden bench

Gurdjieff foi famoso por criar e reinventar vários termos para explicar o trabalho sobre si. Ele dizia que tomamos tudo de uma forma tão automática que não mais avaliamos adequadamente as palavras antes de usá-las. Várias são as palavras, frases e termos criados ou usados de forma específica por ele. Entre essas está o entendimento de consideração interior e consideração exterior.

O ‘Corpo’ e o Quarto Caminho de Gurdjieff

mirror fragments on gray surface with the reflection of a person s arm

O Caminho do corpo se constrói a partir paradoxalmente de nossa capacidade de entrega a algo que não governamos. Também do reconhecimento da importância desta entrega, e de que o movimento individual de busca por Consciência interfere na evolução de cada um de nós.