Associações e pensamentos, você vive a vida ou ela que vive você

Outra grande dificuldade que temos é enxergar que esse “eu que reage” não é o mesmo que reagiu a um dia atrás. Talvez nem mesmo o que reagiu a 30 minutos atrás. Isso torna a auto-observação ainda mais difícil. Afinal, o fenômeno da constante troca de “eus”, que assume o posto de “rei do comando”, cria uma falsa impressão de que somos livres em tomar as nossas decisões. Há uma falsa imagem de que podemos fazer, escolher como e quando reagir a uma determinada condição. No entanto, a observação de quando reagimos de forma diferente precisa estar totalmente ancorada com o momento interior. Caso contrário, não se nota que a reação diferente foi mero acaso das trocas de “eus” que assumem o comando.

Os cinco obstáculos e os cinco esforços espirituais – parte 1

É sabido que o Sr. Gurdjieff esteve por um grande pedaço do oriente, incluindo Tibet. Sua obra recebe influências dos clássicos gregos, psicologia moderna ocidental, sufismo e também do budismo. Buda é um dos mestres citados nos livros de Gurdjieff. O que demonstra que ele possuía contato com essa filosofia, tendo incorporado partes da mesma … Ler mais

Me diga, onde você foi fazer sua morada?

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Daí você começa a estudar, a ler e a praticar. No entanto, você nota “quem está lendo, estudando e praticando”? Consegue perceber que toda sua prática acaba sendo direcionada para a mesma fonte causadora de seus problemas? Talvez porque você não notou ainda onde está construindo sua morada. É por isso que Jesus diz a máxima: não se coloca vinho novo em odres velhos. 

Quem está no controle desse jogo?

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Mas se não estamos no Trabalho, não aprendemos pela própria experiência. Isso acontece porque uma grande parte de nós não quer mudar, não quer ser responsável e não quer tocar o vazio de sua própria existência. Não quer se esforçar, prefere acreditar na sua capacidade de “fazer” e até acredita que já faz. Vivemos imersos em ilusões, sonhos e imaginação.

Os vícios da vida – Você os percebe?

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A duas semanas atrás eu propus um exercício de agradecer tudo que lhe acontece na vida, independente de ser percebido como algo bom ou ruim. Muitas pessoas comentaram ser fácil fazer esse exercício quando percebe uma benção. No entanto, agradecer por algo percebido como ruim já é mais difícil. Sim, é verdade que somos acostumados a valorizar tudo que percebemos positivamente como benção. Dessa forma, ficamos felizes e sentimos “especiais” por algo positivo ter acontecido. Muitas vezes até acreditamos que fomos nós que geramos a capacidade de tal fato ter acontecido. Nesse caso, passamos a agradecer a nós mesmos. 

Autoimagem e atenção: os problemas da auto-observação

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A auto-observação começa pelo esforço de lutar contra a total identificação da atenção aos hábitos que nos fazem parecer o que imaginamos ser. Inicialmente é uma luta inglória, pois é inútil tentar alterar qualquer coisa no atual momento. Por muito tempo não seremos capazes de mudar o que somos. E observar os mesmos comportamentos compulsivos demanda energia. É tedioso e cansativo. A atenção se esvai, é roubada pelos objetos, devaneios da mente, pela fuga do tédio. Por isso, devemos nos esforçar em criar uma segunda atenção. Essa é a atenção livre que não participa ativamente além do fato de registrar o que somos, como agimos, como nos sentimos, como colocamos nossos corpos, em quais posições, qual o nosso tom de voz, e por aí vai.

O nível do Ser – Comentários Maurice Nicoll

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A postagem desta semana é uma tradução do Comentários sobre as obras de Gurdjieff e Ouspensky de Maurice Nicoll, volume 3, número 17, 9 de fevereiro de 1946. Resolvi fazer a tradução e publicação deste comentário por achar que é um excelente texto explicativo sobre temas como nível do Ser, “fazer” e “não fazer”. Nicoll esclarece muitos pontos através de uma sequência didática de perguntas e respostas.

Centros e o trabalho harmônico do homem

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Uma das particularidades de Gurdjieff é considerar que o ser humano não tem um cérebro e sim três. Além disso que temos vários outros centros que executam funções praticamente de forma autônoma e sem uma adequada relação harmônica entre eles. Para Gurdjieff somos mais do que máquinas. Somos máquinas desreguladas, desajustadas, onde um centro rouba a energia do outro e está por executar tarefas de outro centro sem a devida autoridade ou correta capacidade de atuar assim. É como se o secretário de um presidente decidisse em nome do presidente.

6 desafios de desenvolvimento do Ser

O Trabalho deixa muito claro de conhecimento é diferente de entendimento. Nesse sentido, o conhecimento é transmitido para a vida, porém, o entendimento exige esforço e sacrifício para ser incorporado em nosso Ser. Ou seja, o entendimento está no nível do Ser e do Trabalho Interior. Afinal, é um nível de consciência superior ao da vida orgânica.