Texto das sete viagens psicomórficas de um insight cataclísmico

Inconsciente e consciente

O inconsciente não pode ser acessado diretamente. No entanto, isso não significa que não podemos ver suas projeções. Estar inconsciente é não ter o conhecimento, ou seja, é o oposto de ter conhecimento sobre algo. Logo, o inconsciente é algo que não existe somente para quem não o vê. Em outras palavras, é como as … Ler mais

Você conhece o seu balanço?

Balanço é algo que nos leva de um extremo ao outro, mas, sempre acha um ponto de equilíbrio. Assim, algo que tem balanço consegue mover e retornar ao seu próprio centro. Do mesmo modo, algo desbalanceado vai querer trazer tudo o que está ao seu redor para sua excentricidade. A vida na personalidade é uma vida sem balanço. Uma vida que precisa servir um ponto que está fora do seu centro. Algo que está em sua periferia. Portanto, algo excêntrico a você.

Comer ou ser comido, eis a questão

Se vamos digerir algo é porque comemos algo. Algo nos alimentou. Logo, algo se tornou alimento. Contudo esse algo foi antes de mais nada alimentado por outro. Assim, desde o princípio dos tempos, existe um processo de transformação e transferência das substâncias que vão formando novos corpos. Então, tudo vai ser transformando e aos poucos transmutando.
Mas todo processo de se alimentar representa um certo grau antropofagico. Mesmo um vegetariano está a se alimentar dos mesmos elementos que compõem o seu próprio corpo. Da mesma forma, como seres vivos necessitamos de alimentos que também possuem um certo grau de vida. Não podemos simplesmente comer minerais e tomar banho de luz. Temos de comer certos seres que já absorveram um determinado nível de transformação e transmutação.

Manifeste-se antropofágico

Digerir as impressões é também digerir a si mesmo. E por que não dizer que é também um processo antropofágico? O escritor Oswald de Andrade apropriou-se desse termo em seu manifesto antropofágico. Manifesto que simboliza a revolução cultural do modernismo no Brasil. O termo “antropofágico” está relacionado a “antropofagia”. Refere-se ao ato de comer a carne de outro ser humano. Esse era um costume de algumas culturas primitivas. Então, quem devorava a carne de outra pessoa, estaria assim adquirindo as habilidades da pessoa devorada.

As associações que lhe moldam

Giuseppe Arcimboldo

 Um dos melhores conceitos que aprendi com os ensinamentos de Gurdjieff é sobre o conceito dos alimentos e os corpos. Cada um de nossos três corpos necessitam de um tipo diferente de alimento. O corpo físico do alimento físico, ou seja, comida e líquidos. Enquanto o segundo alimento é o ar. Não é o simples … Ler mais

Além da vida orgânica, morte e vida

Quando entendemos nossa localização na escala cósmica, logo virá a pergunta: o que nos espera além da vida orgânica? A força da vida busca uma evolução constante. O ser humano possui uma psique que vai além das funções básicas necessárias para sobrevivência. Contudo, este é o legado da cultura humana. Com todas suas qualidades e seus defeitos. Afinal, é o patrimônio que nos distingue dos demais animais. Cada indivíduo contribui com essa construção ao seu modo e dentro de seu tempo. Porém, se a vida orgânica sobrevive a morte pela ação de copiar e colar, pode o indivíduo sobrevier também a morte?

Vida orgânica e a escala cósmica

Imagem de Gordon Johnson por Pixabay

A nossa localização na escala cósmica começa inevitavelmente na vida orgânica. Somos seres vivos e de base orgânica. Isso significa que fazemos parte de uma escala que exige certas condições especiais. Além disso, possui suas próprias características. Os astros, planetas e sois de todo o universo observável seguem regras matemáticas e leis físicas para surgirem. No entanto, não há uma lei matemática para o surgimento da vida orgânica. O motivo de sua existência é um grande mistério.

A escala cósmica e a sua relação com o universo

colisão de galáxias

A treze bilhões de anos atrás nada existia no universo que habitamos. Nada além do nada, do completo vazio. Então desse nada surge algo do tamanho de uma bola de futebol com todo o conteúdo do universo. Toda essa energia se expande em uma velocidade incrível ionizando esse campo vazio. Dessas partículas e nuvens surge … Ler mais

O aluno, o professor, o grupo e as escolas iniciáticas

Imagem de mollyroselee por Pixabay

Quando pensamos em desenvolvimento pessoal, não devemos pensar que isso é algo muito distinto de qualquer desenvolvimento de habilidades humanas. Como quando queremos aprender a tocar um instrumento, aprender uma nova língua ou se tornar um profissional em uma área de atuação. Assim, devemos compreender quais os elementos que fazem parte dessa equação: O aluno, o professo, o grupo, o ambiente e a matéria a ser estudada.

Sobre nós e sobre a vida. 

Se você avaliar honestamente sua vida, irá notar que a quantidade de tempo gasto voltado para nós mesmos e nossa vida interior é insignificante. Porém, para essa avaliação fazer sentido é necessário saber distinguir o que é a vida interior da vida exterior. Caso contrário, alguém facilmente irá confundir suas interações com as incansáveis demandas de seus vários “eus” com a verdadeira vida interior. Essa distinção não é tão simples. Afinal, em nossa formação, escolarização e atividades diárias, quase tudo foi focado em externalidades. Fomos orientados para o conhecimento vindo de fora. Aprendemos a olhar apenas para fora de nós mesmos e a lidar com pessoas, coisas e circunstâncias externas. Mesmo nossas “orações” acabam sendo dirigidas para fora, para um Deus externo. Aprendemos muito pouco sobre voltar para nós mesmos. Por fim, isso acontece apenas brevemente e com longos intervalos.