Exercício prático: auto-observação e o observador

 

Esta postagem visa ajudar a entender o exercício prático sobre auto-observação que você pode encontrar por aqui. Esfim, entender alguns detalhes da auto-observação irá ajudar você a iniciar esta prática.

 

Antes de mais nada, para realizar o exercício prático de auto-observação, devemos  entender alguns conceitos. Assim, obter maior sucesso. Da mesma forma, a Auto-observação  exige prática e um tempo para tornar-se mestre em como realizar. Em contrapartida, não é nada complicado. Uma vez que aprendemos, torna-se um hábito a ser cultivado para o resto de nossas vidas.

 

Suspenda o julgamento neste exercício prático

Em primeiro lugar, o conceito mais importante da auto-observação é o não julgamento. Afinal, o julgamento associado a auto-observação, faz com que entremos em batalha com nós mesmos. Assim como, o julgamento nos faz identificar  com a “locomotiva de pensamentos” e com os vários “eus” que habitam nossa mente.

 

Da mesma forma, este exercíco prático deve nos levar a observar que existem vários “eus” dentro de nós. Este talvez seja um dos conceitos mais disruptivos deste sistema. Logo, quanto mais se faz a auto-observação, mais se entende que não temos um centro, um único “eu” coeso e coerente. Então, observar a si mesmo é também descobrir nossas incoerências e tendências a justificativas. Por isto nunca devemos julgar enquanto fazemos a auto-observação, pelo menos neste momento inicial. Lembre-se que o objetivo é conhecer a si mesmo para aprender o que deve ser mudado e o que deve ser preservado.

 

O observador

E como realizar a auto observação sem julgamento? É simples. Temos que nos enxergar como cobaias, como um experimento. Acima de tudo, somos um experimento de nós mesmos e por isso, o primeiro passo para auto-observação  é aprender a criar um observador. Dessa forma, este observador não faz nada além de tomar anotações sobre os nossos estados interiores, quanto aos nossos pensamentos, sentimentos e sensações, no momento em que eles ocorrem. Como resultado, o exercício prático de auto-observação nos informa sobre como percebemos as impressões que recebemos da vida.

 

Como não julgar?

Mas o que é um observador que não julga? or exemplo, Imagino que muitos  já devem ter feito ou devem ter ajudado um filho a fazer aquela experiência de colocar três grãos de feijão no algodão. Normalmente, pede-se para colocar um no sol e outro no escuro e um terceiro sem água e anotar as observações. Ao passo que como observador desta experiência, anotamos o que vimos e limitamos a isto. Assim, não ficamos julgando se o feijão ao sol é melhor, mais inteligente ou o que for. Da mesma forma, também não julgamos se faltou esforço, vontade ou oportunidade para o feijão à sombra.

 

Decerto não discutimos ou dialogamos com os feijões. Só anotamos o que vemos. Logo, é isto que devemos fazer quando estamos nos auto-observando. Igualmente podemos usar um outro exemplo deste exercício prático: eu preciso organizar, limpar minha casa. Então, o observador interior observa meu estado emocional, mental e corporal. Assim como tomo anotações das minhas vontades, meus pensamentos e meus sentimentos. Se não vem nada é um observação. Se começo a julgar não estou mais observando. Portanto devo voltar a observar o julgamento e tomar notas disto.

 

Fotografias interior

Faça então uma fotografia interior com sua mente e guarde estas imagems. Assim como, ao longo do dia, vá tirando outras fotografias interiores. Ao passo que for retirando as fotografias de seu interior, também vá anotando em um caderno. Isto lhe ajudará a lembrar. Posteriormente, como no fim do dia, tente categorizar suas fotografias internas, suas imagens internas.

 

 

O quanto e quando preciso fazer este exercício prático?

Lembre-se, em um primeiro momento não devemos nos preocupar em fazer nada além de obter informações sobre nós mesmos. Também, não devemos fazer o exercício prático de auto-observação 24 horas por dia. Assim, observar-se por 30 minutos ao longo do dia já é um bom começo. Uma dica é colocar um alarme para tocar a cada duas horas.

 

Ao passo que nos auto-observamos por um tempo começamos a divagar e, quando nos damos conta, já nem sabemos o que estamos fazendo. Portanto, este efeito é normal e por isto deve-se começar aos poucos. Como sugestáo faça alguns minutos como 5 a 10 minutos em intervalos separados ao longo do dia. Isto já é suficiente. Dessa forma, você irá ver que em um mês de prática obterá mais informações sobre você do que horas lendo livros ou fazendo cursos. Enfim, entenderá que a melhor maneira de conhecer o outro é através do conhecer a ti mesmo.

 

 

 
 

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7 comentários em “Exercício prático: auto-observação e o observador”

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