3 etapas da transformação, faça resultados duradouros!

transformação

As etapas da transformação

O desenvolvimento pessoal requer transformação, tanto para as dimensões da vida quanto para as dimensões do Ser. Mas, o quê é a transformação e como ocorre este processo? O processo de transformação de pode ser dividido em três partes. Estas são: identificar o que precisa ser corrigido, o esforço e a ajuda externa. Assim, é essencial entender a atuação das três partes no processo de transformação. Caso contrário, há o risco de ficar preso em um intervalo. Como resultado interromper ou atrasar ainda mais o trabalho de crescimento. Para tanto, devemos eliminar o sofrimento desnecessário para ter energia em realizar o trabalho sobre o sofrimento necessário, como dizia Gurdjieff. 

Errar é humano, buscar a transformação também

Sofrer faz parte da jornada,  porém, não há necessidade de fazer tudo um sofrimento. Desta forma, criamos sofrimento desnecessário quando ignoramos um fato ou valorizamos em excesso este fato. Logo, entender os três intervalos da transformação pode evitar que fique preso a um redemoinho de sofrimento desnecessário. Pois, se estiver atento, poderá dar um choque (um pulso interno) com sua atenção e Vontade nestes intervalos. Por fim, se livrar desses redemoinhos e subir uma oitava em seu desenvolvimento.

Nesse sentido, o primeiro intervalo precisa identificar o erro a ser corrigido. Não há progresso sem erro. Entenda que se não há erro, nos vemos como perfeitos. E por consequência, não há necessidade de trabalhar sobre si. No entanto, se deseja progredir, deve entender onde está o erro. Porém, isto não é nada fácil, pois, assumir o erro é despir-se de vaidades, falsidades, fantasias e ilusões do ego. 

Por mais que os grandes sábios digam que não há nada para defender no ego, é sempre mais fácil dizer do que fazer. Todavia, a realidade pessoal sempre será a qual nos apegamos. Ainda assim, para o indivíduo, a realidade percebida é tão real quanto a realidade verdadeira. Então, reconhecer o erro é uma tarefa difícil. Ainda mais difícil é reconhecer o erro nos três centros de inteligência. Nesse sentido, um centro de inteligência, por exemplo, o centro Emocional, pode reconhecer um erro, enquanto, o centro intelectual, nega o erro. Ou ainda, o centro físico reconhece o erro e o centro emocional nega o erro.

Trabalhe sempre nos 3 centros

Em outras palavras, devemos trabalhar nos três centros de inteligência simultaneamente. Isso requer um esforço da atenção. Bem como precisamos mudar o entendimento de que o erro é algo ruim. Não estou dizendo que perceber o erro é agradável, principalmente nos três centros. Isto sempre será doloroso. No entanto, esta dor está associada ao remorso da consciência, que é o impulso a mudança.  É assim uma dor sagrada. Desta forma, o erro é ouro para o sábio! É a grande oportunidade de transformar algo, de melhorar, de progredir.

Logo, precisamos perceber o erro, comprometer em corrigi-lo e definir os meios de aprender a nova habilidade que aproxima da resposta mais certa. Antes de tudo, este erro pode ser relativo a um desenvolvimento físico, emocional,  intelectual ou mais provavelmente, nos múltiplos centros. Como exemplo, um erro postural (físico) também tem reflexos no centro emocional (sentimentos) e por consequência também no intelectual (percepção da realidade).

DICA 1: aceite o erro como um presente! É uma pepita de ouro!

Ao passo que reconhece o erro, é necessário progredir para a segunda etapa. Esta segunda parte da transformação está ligada ao esforço. Enfim, não adianta reconhecer o erro e não fazer nada sobre isto. Principalmente ficando preso a dor do remorso. Dessa forma, é necessário um novo choque que exige engajamento e constante lembrança de si. Isto é, devemos lembrar constantemente do porque estamos tentando nos livrar do erro.

As três etapas da transformação dentro no Eneagrama

As 3 etapas e o Eneagrama

Se é algo simples e fácil corrigimos o erro sem muito esforço. Porém, grandes mudanças exigem grande esforço. Além disso, todo ganho de habilidade que exige esforço é penoso. Afinal, aprender não é fácil para ninguém em nenhuma etapa da vida. O problema é que esquecemos o tempo todo de nossa habilidade natural de aprender e superar desafios. Isso ocorre por dois motivos. Quando a motivação é muito grande, nem percebemos o esforço. Assim como, ao superar um desafio, a recompensa do resultado alcançado traz tanta satisfação que esquecemos o preço pago. 

Lembrar de si é o maior desafio para a transformação

Quem tem mais de um filho entende bem este conceito. Igualmente, esquecemos das dores e dificuldades de criar um filho e damos importância no prazer da realização. Por outro lado, ao esquecer as dificuldades, também esquecemos nossa capacidade de aprender e superar nossas dificuldades. E lembrar disso é essencial.

DICA 2: lembre-se do porque você se comprometeu com a mudança! Lembre-se de sua capacidade de aprender e superar!

Então, esta segunda etapa tem a ver com o esforço constante em lembrar de si, lembrar dos motivos e motivações, lembrar do compromisso assumido e de aprender no físico, emocional e intelectual  a nova habilidade.

Por fim, a terceira etapa é relativa a ajuda externas. Superar desafios sozinho é praticamente impossível. Assim como o simples fato de pegar um livro é receber uma ajuda externa. E esta ajuda pode vir de várias formas e percepções. Como exemplo, pertencer a um grupo que lhe motiva e incentiva a permanecer conectado com a mudança. Assim como receber ideias por conteúdos e mídias diversas. Imagine tentar construir do zero tudo o que tem e conhece hoje? 

Em síntese, a vida é colaboração, uma ajuda mutua. Às vezes, muitos interpretam que Darwin teria provado que a vida é dominada pelo mais forte. Todavia,  o que Darwin provou foi que a vida é dominada pelo mais adaptável. Neste caso, o homo sapiens não é o mais forte entre os animais, e nem o mais ágil. No entanto, nossos ancestrais foram os mais adaptados. Principalmente na capacidade de trocar informações, conhecimento e colaboração entre grandes grupos.

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Ajuda externa é essencial. É como a terra que necessita da ajuda do sol e da Lua para tornar-se fértil. Necessita para manter a dinâmica dos oceanos e das chuvas. Sem dinâmica somos seres estáticos, congelados e sem vida. Sendo assim, a ajuda externa deve ser entendida da maneira que você quiser. No entanto, devemos incluir na ajuda externa a colaboração das forças Divinas dentro da crença de cada um. Quanto mais difícil a transformação, maior será a necessidade de abertura.

DICA 3: busque ajuda externa e seja receptivo!

Por outro lado, não adianta buscar ajuda externa e não estar receptivo. Se buscamos transformação, devemos abrir este espaço para o novo. Sem o espaço não há como ter o novo. Ao fim, somos como um ônibus lotado. Se algo novo necesita entrar, algo velho deve sair.

Seja receptivo

É necessário ser receptivo a ajuda

Por fim, a mudança gerada é como uma criança recém chegada ao mundo. Precisa de acolhimento, atenção e educação. Desta forma, a mudança pode não se encaixar de forma perfeita em todas as situações. Do mesmo modo, pode levar ao sentimento de que mudar é perder tempo. Contudo, esta é a provação final de qualquer transformação. É justamente o enfrentamento final necessário para consolidar a mudança e fortalecê-la até o ponto de que a mesma se torne mecânica em nós. Desta forma, tornar mecânica, neste caso, é gastar o menor nível de energia para executar a ação. 

Em conclusão,  o que importa mesmo é a capacidade de aprender este processo de constante transformação. Acima de tudo, quanto mais fazemos esta jornada, mais fácil fica a caminhada.Por último, isto permite buscar transformações mais profundas, mais amplas, em todos os aspectos da vida e do Ser.

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